Desde a notícia de que o sistema de cotas entraria em vigor, este parece ser o principal assunto, pelo menos entre a população capixaba de estudantes. Lembro-me de quando era finalista do Ensino Médio, como este assunto estava presente entre nós, e quanta polêmica causava. Quatro anos depois ele deixa de ser conversa de corredor e passa a ser algo real.
Acontece que cada lado quer defender seu umbigo e assim acabam criando um conflito contra as forças erradas. Tanto os estudantes de escola pública quanto os da particular têm seus argumentos, e ambos são plausíveis. Entretanto não percebem que essa decisão é praticamente um atestado de que a educação pública no estado é de péssima qualidade.
Um representante da rede pública, em defesa desta, acusou a particular de estar interessada não em educar, mas em lucros financeiros. Sem dúvida o interesse financeiro existe, afinal, em que mundo nós vivemos? Acho que estamos em um país capitalista. Que prestador de serviços não está interessado em retorno financeiro? E acredito também que este monte de cursinho preparatório para vestibular já virou comércio, mas… desde quando as escolas particulares se resumem a estes cursinhos? Não há alunos oriundos de escolas particulares sem o formato de cursinho que são aprovados no vestibular não? Se não há, este sistema de cotas só vai complicar mais a vida destes.
E desde quando a rede pública está interessada em EDUCAR para criticar a particular com esse argumento? Não creio ser necessário discutir essa última questão. Quem tem olhos para ver, veja. Acho tão irônico o fato de a rede pública haver criado um cursinho preparatório para o vestibular para seus alunos, cujas aulas se dão dentro da Universidade Federal, e usar uma ‘espécie de vestibular’ para selecionar os alunos que poderão usar deste serviço.
Posso mudar de opinião quanto a este assunto, mas por enquanto acho ridículo o conflito que se formou entre cursinho particular e público. Parece-me que estão lutando contra a força errada. Talvez se se unissem para lutar contra o inimigo comum, que não oferece cursinho para todos os alunos da rede pública e educação de qualidade para estes, suas forças seriam maiores. Vejo nessa briga toda que estudantes das duas redes, que não fazem cursinho algum, serão os maiores prejudicados.
Há um ditado que diz: “Numa luta entre elefantes, o prejudicado é o capim.” Quem lê, entenda.
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
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