Família… um dos melhores laboratórios para criar pessoas com baixa auto-estima. Não pensem que sou anti-família, muito pelo contrário, família é uma das instituições que mais valorizo na vida. Mas sou ‘anti’ muitas práticas familiares que parecem ser passadas de geração em geração.

É na família que provavelmente estão as pessoas que mais gostam de nós, e também aquelas que depositam suas expectativas em nós, nos dão responsabilidades, limites e nos ajudam a formar nossa auto-imagem. Veremos a seguir como cada um destes fatores pode auxiliar ou prejudicar o desenvolvimento de uma auto-estima positiva.

Expectativas: Como já dissemos outro dia, as expectativas das pessoas influenciam bastante sobre nós e nossos comportamentos. Pais adoram depositar expectativas sobre os filhos, e isso é muito bom, pois seria muito frustrante se nossos pais não esperassem nada de nós, mas… o problema é que muitas vezes passamos a viver sob as expectativas deles ao invés de sob as nossas e aí temos um fator destrutivo de nossa auto-estima. Quem nunca escolheu algo para si só para não desagradar aos pais?? Fazer isso pode ser comum, mas não é bom quando se torna nossa única alternativa.

Responsabilidades: É imprescindível que a família atribua responsabilidades a cada um de seus membros, afinal, é complicado sobreviver em nossa sociedade sem nos responsabilizarmos por algo. Entretanto, responsabilidades em excesso não são saudáveis. Pessoas sobrecarregadas de responsabilidades se encontram frequentemente exaustas destas ou de seus produtos. Além disso, tornam-se, com freqüência, muito exigentes consigo mesmas chegando por vezes ao stress e à intolerância à frustração.

Limites: Desde pequenos, devemos aprender nossos limites. Até onde podemos e somos capazes de ir. Muitas pessoas sofrem por não saberem de suas capacidades e por Tentarem muitas vezes fazer o que está além destas. Quem não conhece uma pessoa bem sucedida academicamente, mas que é um desastre nos esportes?? Se não conhecem, vos apresento EU!! Conseguia tirar 10 em qualquer matéria que não exigisse correr atrás de uma bola. Outras pessoas sofrem porque não aprenderam até onde podem ir, e se encontram várias vezes em situações complicadas por invadir os limites alheios. São por vezes deixadas à margem dos grupos, pois invadem com freqüência o espaço de outro, e são tidas como antipáticas, “o que se acha”, inconveniente e etc…

Quando estes três aspectos não são bem administrado dentro da família, a pessoa passa a construir sua auto-imagem baseada nos fracassos em relação às expectativas dos outros, na supervigilância para não vacilar em suas responsabilidades e na falta de habilidades sociais advinda da falta de limites. Pessoas que possuem deficiências nessas áreas dificilmente se sentem felizes.

Há muito mais a dizer sobre cada um desses tópicos, e sobre esse assunto em geral, mas enquanto não conversamos com mais detalhes sobre eles, procure administrá-los bem! Sua família sem dúvida sentirá a diferença!!