Aconteceu comigo, De olho
3 Comments A efemeridade da vida
Quando eu estava na 8ª série, em uma aula de redação, a professora nos deu um texto sobre “a efemeridade da vida”. Eu não sabia do que se tratava. Não sabia nem o que significava a palavra efemeridade. Após ler o texto, pensei ter compreendido o significado desta palavra. Deveríamos fazer uma redação sobre aquele tema, e assim o fiz.
Bem… eu não tenho mais a redação que fiz a quase 8 anos atrás, mas jamais esqueci de tê-la feito. Naquela época, eu pensei ter compreendido o significado daquilo tudo que li. Contudo, percebo que apenas este final de semana pude compreender em sua plenitude o que significa a palavra efemeridade, principalmente quando esta se encontra associada à palavra vida.
O dicionário Aurélio descreve a palavra efêmero como “pouco duradouro, passageiro”. No mesmo dicionário, a palavra vida é descrita, entre outras descrições, como “o espaço de tempo que vai do nascimento à morte; existência”. Parece simples entender estes significados trazidos pelos dicionários, mas vivê-los não é tão simples assim!
O ritmo em que vivemos neste mundo a fim de conquistarmos bens, nome, fama, conceitos … é uma loucura tremenda. A gente perde cada dia mais o contato afetivo com as pessoas que nos cercam e nos afundamos de cabeça em um mar de materialismo. Sabemos quanto custa isso e aquilo, o quanto precisamos trabalhar para adquirir algo, e muitas vezes nem sabemos como foi o dia de quem está sob o mesmo teto que nós.
Hoje, logo cedo, quando acordei e dei de cara com a realidade, pensei: “me sinto tão materialista, correndo atrás de coisas que posso perder hoje e recuperar amanhã. Pareço esquecer-me que a única coisa que não volta são as pessoas que se vão”. É sufocante escrever isso um dia depois de ter-me despedido de alguém muito amado. Mas ao mesmo tempo, é como virar mais uma página da vida, e começar a escrever uma nova história. Uma história com conquistas e feitos muito mais humanos que materiais, com novos valores e prioridades.
Não precisamos de reveillon para iniciarmos uma nova história. A morte é um ótimo sinalizador de quão fútil tem sido o nosso viver. É triste sentir a dor de ver de perto a efemeridade da vida!
É bom saber que não precisamos de reveillon para iniciarmos uma nova história. A vida quem faz somos nós mesmos. A morte é um ótimo sinalizador de quão fútil e efêmero tem sido o nosso viver. É triste sentir a dor de ver de perto a efemeridade da vida! Apesar de ser uma realidade de que pouca gente quer falar, ela é tão real quanto o tempo que vivenciamos agora. A vida é passageira e o ser humano tem uma existência limitada. Por isso devemos vivê-la de forma intensa e responsável como se não houvesse o amanhã.
É isso mesmo Kiko!
Obriagda pela visita!
Adorei o seu texto, senti contigo o sentimento que teve ao digitar cada letra, a dor da perda, e as dores de sentirmo-nos tão longe de quem estamos tão perto, distantes em nossos quartos frios presos na busca de sermos e termos o melhor num amanhã que pode nem existir…
No depois, as pessoas vão e vem, muito mais vão que vem, as coisas mudam, assim como nós, as pessoas escrevem novos capítulos em suas histórias e viram as páginas, quando nos dermos conta, não temos mais espaço ali nos caracteres diários de quem já fomos parte e outrora sentimos sendo parte daquele indivíduo…
Obrigada pelo chacoalhão e por me fazer viajar na efemeridade de tudo e de todos…
Seja feliz hoje e sempre, não deixe os objetivos pessoais te distanciem dos seres de verdade que te rodeiam!
Tenha um 2009 especial, abração….