Browsing "Canto Psi"

Precisamos de famílias

Como você vê sua família? Que tipo de interesses e sonhos você possui em relação a ela? Que falta ela lhe faria hoje, se fosse tirada de você?

Acabei de ler o texto “Os filhos da revolução”, indicado pelo meu marido (Marquinh05), e indico que você leia também!

Achei fantástica a forma como o Ricardo expôs seus pensamentos organizacionais e familiares. Ao terminar de ler o texto, vieram à minha mente lembranças de minhas experiências organizacionais e familiares. Empresas em que já trabalhei, famílias que conheci… e cheguei à triste reflexão que originou as três perguntas iniciais deste post.

Se é comum encontrar empresas em que as relações são regidas pelo “princípio do interesse” (aquele princípio que faz com que supervisores demitam subordinados que potencialmente ameaçam tomar sua posição de chefia, que pessoas sejam tratadas como máquinas sem emoções, necessidades ou sonhos, e que benefícios que aparentemente procuram gerar qualidade de vida aos funcionários e sua família tenham como única finalidade a maximização dos lucros), afirmo, sem medo, que tem se tornado muito comum, também, encontrar famílias regidas por esse mesmo princípio.

E não é preciso realizar uma pesquisa Read more »

ago 2, 2011 - Comportamento, Devaneios, Meus    No Comments

Dias de sol

Dois dias seguidos de chuva, e as donas de casa já não sabem ao certo quando poderão lavar as roupas em Joinville. Para a alegria de todas aquelas que têm a grandiosa tarefa de manter a ordem do lar, hoje o sol saiu!

Mas se todo o problema de nossas vidas se resumisse em dias de chuva, bastaria adquirir uma máquina secadora, ou improvisar (como fiz ontem) com um aquecedor.

Infelizmente existem chuvas internas, que às vezes alagam nossos corações e causam muito estrago em nossa saúde emocional. Algumas são passageiras, servem apenas para desestabilizar-nos por um pequeno período de tempo, mas outras surgem após um longo período de nuvens cinzas, e vêm com tanta
força que parece que não deixarão que sobre nada inteiro quando se forem.

Então olhamos para dentro de nós e só desejamos dias de sol! Em alguns momentos o desejo é bastante humilde… alguns riozinhos de sol já satisfariam! Outras vezes somos mais ousados e queremos que o sol venha acompanhado do canto dos pássaros e da grama verde.

O fato é que, via de regra, desejamos dias de sol, mas não podemos impedir a existência dos dias de chuva. Se esta é a realidade, se os dias de chuvas, inevitavelmente, em algum momento existirão, penso que a melhor forma de vivermos sempre em dias de sol é aprendendo a enxergar essa estrela por entre as nuvens de chuva de um céu cinza.

Transformar a realidade dentro de nossas mentes é tudo o que podemos fazer para que exista um lindo sol em dias nublados de intensa chuva! Talvez seja uma tarefa difícil, mas, para sermos mais felizes, é uma tarefa necessária!

Fico por aqui para aproveitar o solzinho joinvillense que saiu hoje para que eu pudesse lavar um edredom! rs

Tenha um dia lindo de sol!

Nossas deficientes soluções

Em meu momento de estudos, hoje, enquanto lia um artigo sobre Qualidade de Vida, me deparei com o seguinte texto:

A propósito disso, Fleck et al. ( p. 20) assinalaram que “a oncologia foi a especialidade que, por excelência, se viu confrontada com a necessidade de avaliar as condições de vida dos pacientes que tinham sua sobrevida aumentada devido aos tratamentos realizados, já que, muitas vezes, na busca de acrescentar anos à vida, era deixada de lado a necessidade de acrescentar vida aos anos.” Seidl & Zannon, 2004, p. 581.

… na busca de acrescentar anos à vida, era deixada de lado a necessidade de acrescentar vida aos anos. Essa frase, em especial, me chamou a atenção, e me fez pensar em quão deficientes são as soluções que, muitas vezes, encontramos para nossos problemas.

Na citação acima, o autor fala especificamente do caso da oncologia, que na tentativa de prolongar a vida do paciente acaba prolongando a existência, mas, não necessariamente, a vida. Mas meus pensamentos foram Read more »

Isso serve para que?

Apesar do título desse post sugerir uma infinidade de coisas, minha intenção é discutir um pouco sobre como a utilidade que enxergamos nas coisas estão relacionadas a motivação que temos em estudá-las, conhecê-las, etc.

Acredito que quase todos, em alguma situação de sala de aula, já se deparou com uma disciplina ou assunto para o qual não viu utilidade alguma em estudar ou investir tempo e esforços para aprender. Vamos combinar que boa parte dos professores não têm habilidade alguma em apresentar aos alunos a utilidade de determinados conteúdos!

Aí, a gente fica sonhando com o dia em que irá para a faculdade, estudar apenas aquilo que nos será útil, mas assim que chegamos lá, descobrimos que a realidade do sonho é bastante diferente do mundo real. E não adianta pensar em pós graduação, mestrado, doutorado. Hoje, concluí que independente do nível de estudo em que estejamos, sempre haverá aquelas coisas que nos apaixonam e aquelas para as quais não vemos a menor utilidade em gastar tanto tempo estudando.

A percepção da utilidade do assunto a ser estudado funciona como fator motivador para o estudo. Sendo assim, o início de cada novo conteúdo apresentado em sala de aula poderia ser acompanhado de um bom motivo para estudarmos ele, não é mesmo!? E se os professores não encontrassem um bom motivo, poderiam repensar a necessidade de fazer nossas crianças e jovens decorarem tanta coisa diante das quais eles se perguntam “isso serve para que?” e recebem como resposta o um indescritível “vai saber!”.

ago 27, 2010 - Ser psi    No Comments

Feliz Dia do Psicólogo!!

A todos os meus colegas de profissão, um Feliz Dia do Psicólogo!!!

Que a ética e o compromisso estejam sempre presentes em nossa atuação!!

\o/\o/\o/

jul 5, 2010 - Comportamento    No Comments

Mulher Brasileira, Assuma a Sua Beleza

Bom dia pessoal!

O Brasil saiu da Copa, mas a vida continua, certo?

E a minha continua imersa em textos e pesquisas! Essa vida de mestranda dá trabalho, mas é bom d+!!

Estou fazendo um trabalho para uma das disciplinas do mestrado, e um dos temas que tenho estudado para escrever meu artigo é o ideal de beleza da sociedade contemporânea. Cada vez que leio um novo texto sobre isso, sinto que nossos corpos são cada dia mais escravos em um tempo em que se prega a liberdade!

Bem… em uma de minhas leituras, me deparei com a seguinte citação, que quero compartilhar com vocês. É do livro “Modos de Homem, Moda de Mulher” de Gilberto Freyre (1987). O trecho diz assim:

“Pode-se dizer da mulher que tende a ser, quanto a modas para seus vestidos, seus sapatos, seus enteados, um tanto maria-vai-com-as-outras. Portanto, a corresponder ao que a moda tem de uniformizante. Mas é da argúcia feminina a iniciativa de reagir contra essa uniformização absoluta de acordo com características pessoais que não se ajustem a imposições de uma moda disto ou daquilo. Neste particular, é preciso reconhecer-se, na brasileira morena, o direito de repudiar modas norte-européias destinadas a mulheres louras e alvas” (p. 33).

Tenha uma boa reflexão!! E um Bom Dia!!

jun 15, 2010 - Comportamento    No Comments

Copa do Mundo!! Tempo bom!

O Jogo começa daqui alguns minutos… mas os fogos e as vuvuzelas brasileiras já estão a todo vapor!

Época de Copa do Mundo é interessante! De repente, todo mundo sente orgulho do Brasil… até os que passam a vida inteira reclamando do país. Quase todas as propagandas fazem uso do evento para vender seus produtos e idéias. Temos sempre a impressão de que a nossa Seleção é a favorita, ainda que esta não seja a realidade!

Por cerca de 2 horas, esquecemos da corrupção, dos problemas econômicos, da desigualdade social, da carga tributária, do salário baixo, da fome, da violência, … de tudo que esse país verde e amarelo tem pra se reclamar!

Aproveitemos essas 2 horas então, porque depois estaremos de volta à realidade!!

Sucesso aos jogadores brasileiros, que fazem esse país parar e vibrar por alguns minutos! :D

Toque a sua vuvuzela! Mão no peito… o Hino Nacional começou!!

fev 22, 2010 - Canto Psi, Ser psi    1 Comment

Enfim… Psicóloga!

Sabe aquela sensação de dever cumprido? É bom sentir isso, não é?

É assim que me sinto depois de 5 anos de estudo, em busca de habilitação para atuar como Psicóloga. Sempre sonhei com essa profissão, e é fantástico ver o sonho se concretizando.

É certo que o dever não está completamente cumprido. Agora, iniciasse uma nova etapa, a de praticar tudo aquilo que foi estudado durante os últimos anos.

Os desafios continuam, as dificuldades não desaparecerão, mas saber que é possível realizar um sonho me motiva a continuar correndo atrás de novas realizações.

Agradeço a todos os que fizeram parte dessa história, a todos os leitores que dividem comigo um pouquinho do que são, e principalmente a Deus, por permitir que esse sonho se tornasse real!

nov 20, 2009 - Comportamento    1 Comment

Compras de Natal com Economia!

comprasEstamos nos aproximando de mais um natal, e nessa ápoca somos bombardeados por propagandas de presentes. São dezenas de parcelamentos a perder de vista, uma série de novos produtos no mercado… enfim… a criatividade do comércio é sem fim, mas o nosso dinheiro não!

Bem… eu não sou economista, mas gostaria de deixar algumas dicas práticas de economia que eu costumo usar e funciona comigo:

1º- Faça uma lista de compras: Quando a gente sai pelas lojas sem ter em mente exatamente o que comprar, corremos o risco de fazer compras ruins, comprar coisas das quais nos arrependeremos depois, e perdermos o controle financeiro. Antes de sair de casa, faça uma lista das pessoas que você irá presentear, o que gostaria de dar para cada pessoa e o valor estimado que irá gastar em cada presente. Este é o momento de calcular se o valor dos presentes se encaixa no seu orçamento, e talvez reformular a lista.

2º- Pesquise: Essa dica já é velha, não é? Mas é óbvia e fundamental! É muito frustrante comprar algo e depois de 15 minutos passar por uma loja e verificar que aquilo que você comprou está alguns reais mais barato em outra loja. Outra frustração é comprar um modelo quando se desejava outro, e depois de mais umas andadas encontrar o modelo desejado. Além de nos frustrarmos ainda corremos o risco de sermos tentados a comprar novamente.

3º- Fuja dos parcelamentos: Parece que nessa época todas as lojas parcelam tudo. Você encontra parcelamentos de 17 ou mais vezes (vi hoje em uma propaganda), que dizem ser sem juros. Deixemos a discussão do juros de lado… imagine.. se você divide algo em 17 vezes, no próximo Natal você ainda estará pagando o presente no Natal passado! Aí você pode pensar… “mas tem parcelamentos menores, de 6 meses por exemplo”. Contudo, dentro desses 6 meses você terá aniversários, dia das mães, dia dos namorados, e só estará acumulando dívidas.

4º- Compre à vista e Chore!: Isso mesmo. Na hora de comprar, a gente tem que dar aquela choradinha básica. Se você vai comprar algo a vista, não esqueça de verificar a possibilidade de um desconto, principalmente se a loja divide em tantas vezes sem juros. É… porque todo mundo sabe que sempre tem um juros ali que à vista pode ser retirado! Às vezes, quando a gente termina a compra toda, o valor economizado com os descontos nos possibilita até mesmo a comprar mais um presente! Para os mais econômicos, é um dinheirinho a mais para a poupança!

E Lembre-se do mais importante: Não adianta ter um Natal gordo e farto, se para isso será preciso iniciar um ano endividado e com o orçamento furado!

Boas Compras!

É Proibido Pensar!

Há duas semanas, uma amiga me contou um incidente que ocorreu na empresa em que ela trabalha. Em uma reunião com a equipe, a gerente dela diz: “nossa equipe não é inteligente”. Uau! Você pode pensar… ah.. não necessariamente ela quis dizer que as pessoas não são inteligentes! Bem… parece que ela sentiu que não devia ter falado aquilo, e tentou concertar. Resultado: piorou tudo, porque acabou deixando claro para eles que aquela equipe, realmente, não era inteligente.

Só para deixar claro… a frase dela não é no sentido de que todos são desprovidos de inteligência, mas de que aquela equipe não precisa pensar, o trabalho realizado não é um trabalho inteligente. Apesar de terem formação superior em diversas áreas, eles só precisam atender telefonemas, manusear um sistema cheio de problemas, mandar e-mails, dar ctrl+c e ctrl+v … resumindo, cumprir ordens. Não é preciso pensar! Na verdade, na maioria do tempo, não é permitido pensar, pois ista é uma ação passiva de punição (claro que esta não é tão explícita assim), e os empregados se pegam constantemente perguntando a si mesmos: ‘Para que eu estudei?’

Esse não é um privilégio só de minha amiga e seus colegas de trabalho não! Essa é a realidade de milhares de trabalhadores que, em pleno século XXI, têm sua inteligência subestimada por uma rotina de trabalho mecânica, numa empresa em que se você não é chefe você não tem voz, nem cérebro.

É claro que diversas empresas têm avançado muitíssimo nesse aspecto. Cada vez o quadro se torna mais desigual. Enquanto algumas dão cada vez mais atenção às ideias dos empregados, outras insistem em transformá-los em robôs.

Qual a vantagem disso? Um empregado que não pode demonstrar sua insatisfação ou sugerir uma melhoria em seu trabalho, com o tempo vai perdendo a motivação de trabalhar; sua relação com a empresa é afetada por sentimentos negativos; acaba, muitas vezes, permanecendo no emprego por medo de deixar sua família em “maus lençóis”. Esse empregado torce para que a segunda-feira não chegue e conta os segundos para que a sexta-feira acabe! Ele pode até ter orgulho do nome ou da marca da empresa onde trabalha, mas não tem orgulho do trabalho que realiza. Ele desenvolve doenças decorrentes da insatisfação e falta de motivação. Enfim… ele não é feliz no que faz. E respondendo à pergunta, não há muitas (ou nenhuma) vantagem em se ter um empregado que não se sinta feliz com seu trabalho.

“É proibido pensar!”. Essa frase não sai de minha cabeça desde que conversei com minha amiga. Até que ponto temos permitido que isso nos seja imposto? Que medos nos assombram, que nos impedem de sair dessa situação?

Por mais que pareça um velho jargão, e ainda que o seja, eu acredito bastante que ‘para o bom profissional sempre haverá um lugar no mercado de trabalho’. Emprego nenhum vale a “atrofia” de um cérebro que foi feito para pensar, de um ser criativo. Por que, então, passar a maior parte de nossas vidas submetidos a algo que não nos potencializa?

Porque vivemos uma lógica capitalista cruel, em que o desemprego é um de nossos maiores pesadelos, e decidir pensar pode ser sinônimo de ‘rua’. Até quando?

Páginas:123456»