Frequentemente nós ouvimos a seguinte fala: “mas era uma crítica construtiva!”. E depois vem uma longa história, de que fulano fez algo que não estava bom, e eu quis ajudar, e falei algo, e ele não entendeu, e não gostou… e bla, bla, bla.
Eu não sei quem uniu os termos “crítica”, “construtiva” e “destrutiva”, mas se ele/ela ainda estiver vivo, creio que não vai gostar nada do que vou dizer agora. E se foi você que fez isso, e não gostar, não tem problema, entenda minhas palavras como uma “crítica construtiva”, ok?
Vamos lá então.
Porque será que na maioria das vezes as pessoas fazem “críticas construtivas” e recebem “críticas destrutivas”? É simples. O ser humano tem uma mania interessante de se defender. Parece que automaticamente, quando ele olha para seus atos, encontra logo uma justificativa para estes, mas quando o comportamento é alheio, não há em que se justificar. O mesmo ocorre quando o caso envolve duas pessoas e você se encontra de fora. A probabilidade de você justificar mais facilmente o ato daquele com o qual você tem mais afinidade é gigantesca. Isso é fato.
Logo, quando você fizer uma crítica, ela será construtiva, mas quando for o seu vizinho, seu chefe, seu pai, seu papagaio, sua bisavó, a cabeleireira… haverá grande chance de ela ser destrutiva, simplesmente porque a sua crítica é justificável (você só quis ajudar) e a do outro não. Percebeu? Esses termos viraram álibis para discórdias, baixa auto-estima e uma série de conflitos.
Uma questão de comunicação. Se observarmos, tudo não passa de uma questão de comunicação. Se considerarmos que a crítica é a opinião de alguém a respeito de algo, aprenderemos a lidar melhor com ela. A grosso modo, em nossa comunicação diária há alguém que fala e alguém que ouve, e esses papéis geralmente se trocam. As qualidades “construtiva” e “negativa” vão depender simplesmente do seu ponto de vista.
Se você conseguir fazer algo bom com uma crítica recebida, ela terá sido construtiva para você. Por mais que as intenções alheias sejam te ferir, o efeito não será este. No entanto, se você não consegue tirar proveito de uma opinião, é lamentável, mas será difícil você ouvir algo construtivo.
Eu já vi gente desistir de ser músico simplesmente porque lhe disseram que deveria estudar mais. Não perca tempo se irritando com a opinião das pessoas, procure tirar o que há de bom nelas. E lembre-se, o outro nem sempre estará preparado para ouvir sua opinião, então, talvez, você precise explicar tudo isso que falei antes de criticá-lo.
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
SANIA REGINA
março 13th, 2008 at 3:37 am
João
abril 11th, 2008 at 12:14 pm
karyne
abril 13th, 2008 at 12:32 pm
Obrigada pela sua visita!!
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É verdade João. As críticas podem existir em qualquer tipo de relação. A questão que eu defendo é que a qualidade que se atribui à crítica (construtiva ou destrutiva) é relativa. Depende muito de quem ouve, e do que faz com ela!
bjs e muuuito obrigada pela visita!
elizania
janeiro 27th, 2009 at 6:39 pm
Silvia Regina
maio 26th, 2009 at 4:46 pm
Bárbara
junho 20th, 2009 at 1:09 am
mas eu gostaria que definicem o que é a critica construtiva e destrutiva!!!
verdilene moraes
setembro 14th, 2009 at 11:28 am