É Proibido Pensar!

Há duas semanas, uma amiga me contou um incidente que ocorreu na empresa em que ela trabalha. Em uma reunião com a equipe, a gerente dela diz: “nossa equipe não é inteligente”. Uau! Você pode pensar… ah.. não necessariamente ela quis dizer que as pessoas não são inteligentes! Bem… parece que ela sentiu que não devia ter falado aquilo, e tentou concertar. Resultado: piorou tudo, porque acabou deixando claro para eles que aquela equipe, realmente, não era inteligente.

Só para deixar claro… a frase dela não é no sentido de que todos são desprovidos de inteligência, mas de que aquela equipe não precisa pensar, o trabalho realizado não é um trabalho inteligente. Apesar de terem formação superior em diversas áreas, eles só precisam atender telefonemas, manusear um sistema cheio de problemas, mandar e-mails, dar ctrl+c e ctrl+v … resumindo, cumprir ordens. Não é preciso pensar! Na verdade, na maioria do tempo, não é permitido pensar, pois ista é uma ação passiva de punição (claro que esta não é tão explícita assim), e os empregados se pegam constantemente perguntando a si mesmos: ‘Para que eu estudei?’

Esse não é um privilégio só de minha amiga e seus colegas de trabalho não! Essa é a realidade de milhares de trabalhadores que, em pleno século XXI, têm sua inteligência subestimada por uma rotina de trabalho mecânica, numa empresa em que se você não é chefe você não tem voz, nem cérebro.

É claro que diversas empresas têm avançado muitíssimo nesse aspecto. Cada vez o quadro se torna mais desigual. Enquanto algumas dão cada vez mais atenção às ideias dos empregados, outras insistem em transformá-los em robôs.

Qual a vantagem disso? Um empregado que não pode demonstrar sua insatisfação ou sugerir uma melhoria em seu trabalho, com o tempo vai perdendo a motivação de trabalhar; sua relação com a empresa é afetada por sentimentos negativos; acaba, muitas vezes, permanecendo no emprego por medo de deixar sua família em “maus lençóis”. Esse empregado torce para que a segunda-feira não chegue e conta os segundos para que a sexta-feira acabe! Ele pode até ter orgulho do nome ou da marca da empresa onde trabalha, mas não tem orgulho do trabalho que realiza. Ele desenvolve doenças decorrentes da insatisfação e falta de motivação. Enfim… ele não é feliz no que faz. E respondendo à pergunta, não há muitas (ou nenhuma) vantagem em se ter um empregado que não se sinta feliz com seu trabalho.

“É proibido pensar!”. Essa frase não sai de minha cabeça desde que conversei com minha amiga. Até que ponto temos permitido que isso nos seja imposto? Que medos nos assombram, que nos impedem de sair dessa situação?

Por mais que pareça um velho jargão, e ainda que o seja, eu acredito bastante que ‘para o bom profissional sempre haverá um lugar no mercado de trabalho’. Emprego nenhum vale a “atrofia” de um cérebro que foi feito para pensar, de um ser criativo. Por que, então, passar a maior parte de nossas vidas submetidos a algo que não nos potencializa?

Porque vivemos uma lógica capitalista cruel, em que o desemprego é um de nossos maiores pesadelos, e decidir pensar pode ser sinônimo de ‘rua’. Até quando?

1 Comment

  • Karyne gostaria de compartilhar este devocional:

    “Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César”.
    Felipenses 4.22

    Santos são todos aqueles separados do mundo, vivem no mundo, mas não vivem para suas vontades, são aqueles que decidiram perder o favor do mundo e não de Deus. Estes nadam contra a maré.
    A Casa de César, do imperador Romano, era uma casa de extremas práticas sexuais, aonde as pessoas se davam as suas paixões, homens com homens, mulheres com mulheres, aonde a orgia sexual acontecia permanentemente.

    Porém, nesta casa havia santos, como o próprio Paulo juntamente com seus cooperadores reconheceram. Agora como pode em um lugar assim existir santos? A resposta é SIM. Estes homens habitavam naquela casa, mas não pertenciam a ela, eles se desviavam do mal, eles eram diferente. Eles foram reconhecidos e identificados como santos por conta do seu caráter, por suas atitudes, comportamentos e por não permitirem se contaminar com aquelas práticas. Porque aqueles que se separam do mundo, que dizem não ao que a sociedade prática e dita como bom e saudável, são pessoas que andam segundo os princípios de Deus e são reconhecidos até pela cor da pele, pela alegria e jubilo.

    No Livro de Daniel, Deus compartilhar conosco um texto que podemos aprender da seguinte forma: Daniel foi levado cativo para o império da Babilônia, ele foi escolhido entre os melhores para viver e estudar no palácio do REI, ou seja, ele tinha tudo para entrar no meio de toda aquela festa, afinal, quem não gostaria de esta no palácio do rei? Hoje quem não gostaria de esta no lugar mais badalado do momento? Ser amigo do presidente? Do governador? De um ator famoso ou atriz? Vestir as melhores roupas? Almoçar nos melhores restaurantes?Todavia Daniel estava nessa posição, porém NÃO usufruiu, decidiu no seu coração não ser igual a todos os outros, decidiu não comer do que o rei oferecia, decidiu não beber do que era oferecido, ele decidiu ser diferente e agradar a Deus.

    Que quero dizer é que em tudo, temos que analisar nossa motivação, o que esta me motivando a me comportar assim? O que me motiva a vestir isso? Porque nossa motivação tem que em primeiro lugar, buscar agradar a Deus, e me fazer questionar: estaria agradando a Deus neste momento estando neste lugar, assistindo a este filme? Participando desse ciclo de amizade?

    NOSSA MOTIVAÇÃO TEM QUE SER AGRADAR A DEUS. MAS QUE NOSSAS ATITUDES NÃO SEJA MOTIVO DE ESCANDÂLO PARA OS OUTROS.

    Para marcarmos a vida de outras pessoas, temos que ter a nossa vida marcada primeiro. Palavras convencem mais atitudes arrastam multidões, eu posso ser a diferença visível em meio à corrupção. O que quero dizer é que quando obedecemos e honramos a Deus, tudo muda, seja roupas, atitudes, comportamentos, até nosso pensamento é renovado, nascemos de novo, e aprendemos como criança a adorá-lo, a amá-lo não pelo o que tem a nos oferecer, mas pelo o que Ele é.

    “São pequenas raposinhas que fazem diferença nas vinhas”.

    Existem princípios a serem observados, que aparentemente, agora poderão aparentar não serem tão importantes. Mas que ferem os princípios estabelecidos por Deus.

    Lembre-se na casa de César havia santos! Não é o lugar que determinará sua santidade, mas é a quem pertence o teu coração?

    Andrews Botelho

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