Comportamento
11 Comments Homem-Número!
Com quantos algarismos se faz um homem?
Nós possuimos identidade, CPF, matrícula no colégio, matrícula na empresa, matrícula no cartão do coletivo, número de cartão de crédito, número na chamada da sala de aula, um número que representa o nosso coeficiente ao final de cada semestre/bimestre … número de ramal … acho que você consegue pensar em mais alguns números que carregamos conosco.
Nossa sociedade criou tantos números para cada pessoa, que muitas vezes deixamos de ser pessoas e somos apenas números. Alguns jogadores de futebol, volta e meia, deixam de ter nomes e têm suas jogadas narradas como “o camisa X fez…”. Você liga para uma empresa e ao perguntar algo à atendente, ela diz: “fale com o ramal xxx…”. Será que ela não sabe o nome da pessoa que atende naquele ramal?
Essas centenas de algarismos, muitas vezes, parecem causar uma objetivação do sujeito de forma que ele deixa de ter emoções, desejos e conflitos. Isso mesmo. Quando a pessoa tem algum problema com o cartão de crédito ou CPF, ninguém procura saber o que se passa com essa pessoa. Tudo com o que se importam é em bloquear aquele número e impedir suas transações.
Mais absurdo, mas não impossível, é que muitas vezes a pessoa pode deixar de existir e mesmo assim seu número continuar “vivo”. O mundo não dá conta de lidar com cada sujeito, então lidam com os algarismos que nos compõem.
O homem-número não é mais um super-herói de histórias em quadrinhos. Na verdade, ele se encaixa muitas vezes melhor na pele de vítima. Vítima de um anulamento de sua subjetividade e de seu existir.
Gostaria de entender de onde se tirou que podemos numerar as pessoas. Com que régua se mede um aluno para atribuir-lhe um número ao final de cada período letivo? Não há parâmetros concretos para tanta numeração. Acaba que o homem objetivado através destes algarismos incorpora o caráter abstrato e a forma invisível que tais algarismos possuem. Sente-se, no máximo, ao final das contas, apenas “+1″!
Homem-Número! | Karyne M. Lira…
Com quantos algarismos se faz um homem? O homem-número não é mais um super-herói de histórias em quadrinhos. Na verdade, ele se encaixa muitas …
Eis a nova era, a era do Homem Numérico. Somos apenas mais um? Eis a questão.
Parabéns pelo texto e pelo blog.
Passa lá no meu blog que tem surpresa pra vc =)
Grande abraço!
Obrigada pelo carinho, Vinícius!
É triste pensar que muitas vezes somos tratados de forma tão reducionista!! Me incomodo muito com a idéia de ser mais uma! Não fui criada num processo de produção em massa!
O tal número, cujo objetivo era facilitar a vida, agora se torna o pesadelo de muitos, ou até mesmo uma preocupação que poderia simplesmente não existir.
Ótimo tema karyne…
tmas tem um tipo de número que as vezes pode esteriotipar o caráter de uma pessoa, que é o número de cifras em sua conta corrente..ou o número de carros em sua garagem. As pessoas deveriam ser avaliadas (apesar de que, quem sou eu para avaliar algo ou alguém) de acordo com a sua índole, e não a quantidade de infestimentos em ilhas laranjas.
beijos
Bom, concordo em gênero, número e grau quando tu citas que as pessoas estão sendo substituidas por números, e os sentimentos de cada um estão sendo deixados de ladopor conta disso. Mas tem um porém, a ausência de números no nosso dia-a-dia causaria um caos enorme. Tudo iria ser mais demorado, não iria mais se ter controle de nada, porque a base de tudo são números. Tem seu aspecto positivo, e o negativo tambem, os dois tem de ser levados em conta. A sociedade está baseada, em todos os sentidos, nos algarismos.
Ei co-worker Eduardo!!!
Bom d+ receber sua visita! Pois é.. quantos de nossos pesadêlos não são cheios de números?
bjs
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É Lauzi! Acho que nossa mente se volta tanto para os algarismos e cifras, que as pessoas deixam de ser o que são para serem o que têm!
beijocas!
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Olá Nicole!
Concordo com você, que seja difícil pensar em nossa sociedade funcionando sem tantos números, mas… ao mesmo tempo penso que essa nossa dificuldade deriva nada mais nada menos, do fato de termos nascido em uma sociedade que nos numerou desde o ventre de nossa mãe.
Consegue pensar num mundo sem o mínimo de tecnologia? Quando nascemos ela já existia e por isso não conseguimos pensar em nossas vidas sem ela. Contudo, milhões de pessoas viveram antes de nós sem ter até mesmo energia élétrica! O raciocínio é mais ou menos o mesmo para o caso dos números!
Abraços, e obrigada por sua visita!
Oi Karyne:
Tudo tem dois lados né?
Quando prestamos atenção na quantidade de números aos quais estamos sujeitos, assusta. Mas por outro lado ordena, certo?
Seu texto é muito bom. Sabe que ainda não tinha prestado atenção até ler aqui? Pois é.
Abraços
Sim sim!!
Td tem suas vantagens e desvantagens. Só que é bom refletirmos a que custo nossa sociedade tem se utilizado de certas vantagens, como a facilidade dos números.
bjinhus!
Obrigada por nos visitar!
meu nome é zeli e estou tentando encontrar pessoas com o mesmo sobrenome para saber se suas origens são as mesmas que a minha pois nosso sobrenome não é tão comum assim meu avõ se chamava guido lauzi voce ou alguem da sua familia conheceu.
Desculpe Zeli!
Conheço não!