Sempre me gabei do fato de nunca ter sido assaltada. De fato, até o último domingo só havia vivido “pequenos assaltos”, do tipo emprestar algo e nunca mais tê-lo devolvido. Contudo, o que vivi dia 19/04/2009 nunca sairá de minha cabeça.
Um breve relato do fato: Minha família e eu saimos para um casamento, por volta das 19:30h. Meu irmão e um amigo nosso que estava hospedado em nossa casa, haviam saído 1 ou 2 horas antes para ir ao shopping. Meus vizinhos, que costumam ficar conversando na calçada, ficaram em frente de nossa casa quando saímos. Uma vizinha que voltava da Igreja por volta das 20:30h disse não ter visto nada de anormal em nossa casa. Meu irmão chegou em casa por volta das 21:30h. Encontrou nossa casa aberta, luzes acesas, coisas jogadas no chão… e diversos objetos haviam sido levados. Ligou para o meu pai, e saímos rapidamente do casamento em direção à nossa casa.
Relação de coisas roubadas:
1 PC (do meu irmão)
1 Notebook (da empresa do meu pai)
1 Impressora Multifuncional (da empresa do meu pai)
1 Violino (do meu irmão)
1 Quadro (meu)
1 Almofada no formato de coração (meu)
Vários bibelôs (meu)
1 Arranjo de flores (da minha mãe)
1 Bolsa (minha) contendo: 1 máquina fotográfica (sem o cabo USB); 1 óculos de sol
1 Mochila (minha) contendo: minha carteira com todos os meus documentos, cartões de plano de saúde e cartões de banco; meus cartões de vale transporte; 1 sombrinha; 2 livros; alguns textos de Psicologia; o resultado de uma bateria de exames médicos que fiz; minhas chaves; meu crachá da Vale; minha agenda; 1 óculos de grau; etc…
1 perfume de criança (da minha enteada)
1 estojo de lápis e caneta (meu)
Presentes de casamento que minha sogra nos deu (de Marquinh05 e meu)
1 MP3 (sem o cabo USB)
1 cofre cheio de moedas (meu)
1 circulador de ar (meu)
2 caixas (minhas) de relógio de pulso (sem os relógios dentro)
… Valor Mínimo estimado dos objetos – R$5.000,00
… Valor Mínimo estimado dos documentos – estar vulnerável assim não tem preço!

Aos poucos vamos sentindo falta de uma coisa aqui e outra ali, e nossa lista vai aumentando. Interessante que nossa visita inesperada levou objetos inusitados. Quem entraria em uma casa e levaria um estojo com lápis e caneta? uma almofada de coração? ou um arranjo de flores?
Como se não bastasse, descobrimos que nosso cadeado nem sequer foi arrombado. Alguém utilizou uma chave ou qualquer outro método para entrar em nossa casa abrindo o cadeado sem quebrá-lo.
Outra (lamentável) descoberta foi a de que estamos completamente vulneráveis a qualquer ato deste tipo, sem nenhum amparo policial. Isto porque ligamos para a polícia, e nenhuma viatura sequer passou em nossa rua. Saímos em busca de uma delegacia onde pudessemos registrar queixa, contudo a delegacia que deveria nos atender estava em protesto e nos mandou procurar uma outra, que estava fechada devido à Festa da Penha. Que segurança!!
Esta noite foi ruim! Não consegui dormir em meu quarto pois é assombroso deitar na cama e olhar para meu guarda-roupa imaginando um estranho abrindo e revirando ele. O tempo inteiro tento descobrir o que leva uma pessoa a se sentir no direito de entrar em uma residência que não lhe pertence e levar coisas que não são suas… principalmente coisas de valores totalmente pessoais, como os bibelôs. Se é fome, porque não assaltou a geladeira? Se é falta de dinheiro, por que não levou apenas coisas que valham algum dinheiro??? Quem me dera terem levado apenas coisas caras! Agora terei o transtorno de tirar todos os meus documentos novamente… em troco de que??
Uma coisa é certa, eles estavam com sede, pois beberam um bocado de água e ainda quebraram 1 copo. (patético)
Como desejaria ter apenas um amparo polícial, saber que há autoridades que se importam com os cidadãos! Será que isso muda algum dia?