Poeiras na memória de 11 de setembro
![]()
Fere-se o orgulho da águia
Com as máquinas que a simulam
Lágrimas de inocentes são derramadas
A troco de que?
O mundo inteiro assiste
E estremece
E não consegue imaginar a dor
E mensurar o horror de quem está lá
Não que tenhamos pena do país
Não que nos compadeçamos de sua economia
A qual oprime
A qual domina
Mas de comuns civis
Dos que inocentes iniciaram o dia
E o terminaram antes do sol se pôr
Dos que se despediram em casa pela manhã
Para jamais ao lar voltar
Dos que esperavam os que do céu viriam
E que padeceram com o terror que viram
E dos que almejavam chegar ao seu destino
E o tiveram interrompido no ar
Uma palavra?
Compaixão
Aos que hoje sentem a dor
Da memória empoeirada
Do “11 de setembro”.
Eu me lembro muito claramente aquela manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001. Eu estava esperando ver Bambuluá quando a notícia aparecia no visor da TV: “aviões batem no World Trade Center em Nova York”. Emoção. Era tudo inacreditável e excitante.
Foi um dia que marcou a memória de todos que viveram aquele dia.