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	<title>Blog da Karyne &#187; escola</title>
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	<description>Pensamentos e reflexões pessoais de alguém que é muitas em uma só!</description>
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		<title>Por que sempre odiei português e amei matemática?!?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 22:59:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karyne M. Lira Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aconteceu comigo]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao contrário de muitos de meus amigos e amigas, matemática sempre foi uma paixão para mim, enquanto que português sempre foi meu calo. Até hoje, gosto de fazer exercícios de lógica-matemática para descontrair. Minha relação com o português, contuto, é um pouco contraditória. Amo escrever, gosto de ler, gosto de resolver problemas de interpretação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário de muitos de meus amigos e amigas, matemática sempre foi uma paixão para mim, enquanto que português sempre foi meu calo. Até hoje, gosto de fazer exercícios de lógica-matemática para descontrair. Minha relação com o português, contuto, é um pouco contraditória.<span id="more-456"></span></p>
<p>Amo escrever, gosto de ler, gosto de resolver problemas de interpretação de texto&#8230; mas estudar a tal da gramática&#8230; ahhh isso sempre me tirou do sério. A gramática sempre causou atrito na minha relação com o português. Daí, muitas vezes as pessoas não entenderem como eu não gosto de português se gosto tanto de escrever. Pronto&#8230; meu problema está na bendida gramática.</p>
<p>Mas&#8230; por que será que sempre odiei português (gramática) e amei matemática? Seriam os professores? Não, acredito que não. Já tive bons e maus professores de ambas as disciplinas. Quebrei um pouquinho a cabeça agora a pouco para tentar entender isso, e acho que cheguei a uma possível conclusão.</p>
<p>Durante toda a minha vida, meus professores de matemática sempre me ensinaram os porquês das coisas. Como se chegava a cada fórmula, de onde elas surgiam, e coisas do tipo. Já em minhas aulas de português, as coisas eram simplesmente porque eram. Não se respondia quando elas surgiam. É como se tivessemos nascido no Brasil e fosse mais que nossa obrigação engolir cada regra de nossa língua.</p>
<p>Descobri que meu conflito estava aí. Enquanto eu não encontro origens e motivos, uma regra não faz sentido para mim. Isso se aplica não só à gramática, mas à tudo em minha vida. Estabeleço uma relação dotada de atritos com as normas se elas não puderem ser ao menos explicadas.</p>
<p>É impressionante como algo tão simples diz tanto a nosso respeito!</p>
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		<title>Novas Formas de Avaliação Escolar &#8211; Adeus às Provas!!!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 15:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Karyne M. Lira Correia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
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		<description><![CDATA[Levantem as mãos todos aqueles que adoram a chamada Prova!! Humm&#8230; quase ninguém!! Bem.. ela já foi chamada de &#8220;avaliação&#8221;, &#8220;atividade individual com/sem consulta&#8221;, &#8220;exercício em sala de aula para nota&#8221; entre outros apelidos&#8230; contudo, sempre foi prova. Apesar de se travestir com outras roupagens, no fim das contas exigia que você desse conta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://karynemlira.com/blog/wp-content/uploads/2008/06/livro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-447" style="float: left; margin: 10px; border: 0px;" title="livro" src="http://karynemlira.com/blog/wp-content/uploads/2008/06/livro.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Levantem as mãos todos aqueles que adoram a chamada Prova!! Humm&#8230; quase ninguém!!</p>
<p>Bem.. ela já foi chamada de &#8220;avaliação&#8221;, &#8220;atividade individual com/sem consulta&#8221;, &#8220;exercício em sala de aula para nota&#8221; entre outros apelidos&#8230; contudo, sempre foi prova. Apesar de se travestir com outras roupagens, no fim das contas exigia que você desse conta de reproduzir um conteúdo específico. E isso tudo para provar o que??</p>
<p>Sempre detestei a tal da prova! Desde pequena achava um absurdo ser obrigada a decorar um monte de coisas, que na maioria das vezes não eram contextualizadas. Mesmo assim, tinha um bom desempenho&#8230; mas o que aprendi?? Melhor&#8230; o que produzi?? Porque a gente precisa aprender algo para produzir. Não acredito que as pessoas estudem simplesmente para absorver uma centena de informações com as quais não produzirá nada.</p>
<p>Foi assim no Ensino Fundamental, Médio e Superior. Até que, semana passada, uma<span id="more-446"></span> professora fantástica me fez ter a esperança de que um dia as pessoas serão &#8220;avalidas&#8221; de forma mais útil. Esta professora ministra a disciplina de Psicologia Jurídica e poderia nos ter cobrado que decorássemos muitas coisas, ou que reproduzíssemos várias idéias de vários autores, mas ela resolveu fazer diferente.</p>
<p>Marcou o dia da avaliação. Quando estávamos todos lá, sentados, aguardando pelo que viria, sem ter muita idéia do que seria (pois ela já havia dito que não precisávamos decorar nada), ela entregou a cada aluno um envelope numerado. Dentro do envelope havia uma foto, e esta se repetia de acordo com a numeração. Então ela nos pediu que escrevessemos tudo o que sentiamos vendo aquela foto, tudo o que ela nos dizia e tudo o que conseguiamos ver ali. Então o fizemos. Ao terminarmos ela pediu que sentássemos em grupos de acordo com a numeração dos envelopes. Cada grupo deveria discutir sobre as impressões individuais que haviam tido e depois escrevê-las, assim como o que houve de semelhante e de diferente. Ao final, ela recolheu o que haviamos escrito. Em sua próxima aula, ela nos trouxe cartolinas, tintas, lápis de cor, giz de cera e canetinha. Entregou uma cartolina para cada grupo, distribuiu os materiais e pediu que colocássemos ali tudo o que havíamos escrito na aula anterior, mas com o mínimo de palavras. Ao final, cada grupo apresentou suas impressões para a turma, sua produção com os materiais que ela nos havia entregue, e pudemos discutir um pouco da prática de toda a teoria que havíamos visto no semestre.</p>
<p>Enquanto fazia esta avaliação, pensei em quantas vezes desejei me colocar mais em uma avaliação, do que colocar autores e suas idéias. Pergunto&#8230; será que é muito difícil um professor criar novas formas de avaliar seus alunos? Ou, será que eles estão tão engessados em práticas arcaicas das quais não conseguem se desgarrar? Que tipo de profissionais poderiamos produzir caso fossem avaliadas mais suas produções que suas reproduções?</p>
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