Você já comeu um sanduíche, né?
O que aconteceria se você fosse à uma lanchonete, pedisse um sanduíche e recebesse apenas duas fatias de pão??? Eu pensaria que a moça da lanchonete estava de palhaçada comigo, ou que eu estava participando de uma pegadinha. Agora, se eu pedisse explicações, e eles me dissessem que era só aquilo mesmo, creio que meus sentimentos não seriam nada “positivos”. Se isso acontecesse com John Montagu (a quem a lenda atribui a origem do nome dado às duas fatias de pão recheadas) ele se sentiria no mínimo frustrado.
E o que o sanduíche tem a ver com a crítica? Eu tive aula com um professor, na faculdade, que costumava falar de uma tal ‘crítica sanduíche’. Eu adorei a idéia, e acho que se as pessoas a conhecessem, muitos problemas interpessoais seriam evitados.
Essa crítica consiste no seguinte: um pão, recheio (a gosto, mas com moderação) e outro pão. Os pães devem estar bem fresquinhos e ser do tipo que a pessoa que vai comer goste.
Vamos primeiro ao recheio. Este consiste na crítica em si, na opinião que você quer expressar, por isso é a gosto. Deve-se rechear o pão com moderação, para que o sanduíche seja comível, pois se houver uma quantidade exagerada de recheio (como na figura a cima), a pessoa pode não agüentar comer mais do que a metade.
Os pães consistem em uma espécie de elogios. Eles devem vir antes e depois da crítica, e possuem uma função especial, que faz com que essa crítica se diferencie das comuns.
Quando vamos criticar alguém, devemos estar atentos para não magoar a pessoa. Como vimos, a qualidade final da crítica (“construtiva” ou “destrutiva”) vai depender do efeito que ela tiver sobre quem ouve. Quando você usa um elogio antes de fazer uma crítica, está simplesmente dizendo a pessoa que ela possui algo que você admira (primeiro pão), e que há algo que ela poderia mudar (recheio), mas que isso não a torna menos admirável (segundo pão).
Sendo assim, quando alguém te servir um sanduíche sem recheio, diga que o suco deles é ótimo (se for), mas que seria melhor se o pão tivesse recheio, e que essa falha não reduz a credibilidade deles, pois o atendimento é bom e você acredita que eles efetuarão as mudanças necessárias no cardápio de sanduíches.
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
Karyne via Rec6
janeiro 7th, 2008 at 1:43 pm
O que aconteceria se você fosse à uma lanchonete, pedisse um sanduíche e recebesse apenas duas fatias de pão??? Eu pensaria que a moça da lanchonete estava de …
Priscila Azevedo
janeiro 7th, 2008 at 8:30 pm
karyne
janeiro 8th, 2008 at 11:12 am
Que bom que gostou!! Pois é… essa metáfora do sanduíche é muito boa… ajuda muito na hora de dizer as coisas às pessoas!
bjs
Paulo R Diesel
janeiro 9th, 2008 at 9:05 pm
Bom exemplo este do sanduíche. Gostei
karyne
janeiro 10th, 2008 at 6:16 am
A receita é simples… mas muita gente dá pouca importância ao pão que irá usar para fazer o sanduiche… estão mais preocupado com o recheio, e às vezes fica muuuuito indigesto!!
abraço!
Luam
junho 2nd, 2008 at 7:43 pm
ana íris
março 5th, 2009 at 7:52 pm