Certa vez, eu fui à cabeleireira e voltei para casa com a pulga atrás da orelha. Quando ela estava lavando meu cabelo, ela disse: “nossa! Como o seu cabelo está ressecado!” e disse que eu precisava fazer uma hidratação. Saí de lá e fui pra casa pensando… “por que toda vez que eu vou à um salão de beleza eu tenho que ouvir isso?”.
O fato é que acontecem duas coisas interessantes nesse caso. Primeira, meu cabelo de fato estava ressecado. Segunda, a cabeleireira queria que eu pagasse mais não sei quantos reais para fazer uma hidratação com ela. Quando eu era mais nova, ficava revoltada com essas falas, pois eu não admitia que não estivesse cuidando o suficiente do meu cabelo, e só enxergava o interesse financeiro das cabeleireiras. Depois que comecei a aprender a ouvir uma crítica, isso mudou.
Quando recebemos uma crítica, nosso primeiro impulso é discordar da pessoa, ou nos sentirmos o quinto pododactilo (dedo mínimo do pé) esquerdo. Raramente refletimos sobre o que nos foi dito.
Passos a serem seguidos:
1. Ouça a crítica – simplesmente o ato de ouvir. Muita gente não termina de ouvir a crítica, já vai se justificando ou brigando.
2. Reflita sobre ela – aqui não é para ficar tentando entender os motivos e as intenções pelas quais a pessoa fez a crítica, é simplesmente refletir sobre o seu conteúdo. O que a pessoa disse realmente ocorre? Como eu colaboro com a ocorrência disso? O que eu poderia fazer em relação a isso?
3. Dê um retorno à pessoa – se a crítica feita for pertinente, agradeça a quem a fez. Se a crítica não tiver muito sentido (e isso você só pode afirmar após ter realmente refletido sobre ela), diga à pessoa em que você discorda.
4. Aja – Faça o que for preciso para que você não precise ouvir essa crítica novamente. Ou seja, faça o que você concluiu da última pergunta do segundo passo.
OBS: Se for muito difícil agradecer à pessoa que fez a crítica, diga que vai pensar sobre o assunto, ou simplesmente mantenha o silêncio (ele é um ótimo amigo quando não temos o que falar).
Depois de pensar sobre o que a cabeleireira disse, resolvi cuidar melhor do meu cabelo. Resultado: o cabelo está melhor, meu namorado fez elogios, minhas amigas também, e eu me encontro muito satisfeita por ter feito algo por mim.
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
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