Estava assistindo ontem alguns dos primeiros episódios de Lost. Tudo em Lost nos encanta, mas um caso em especial, nestes primeiros episódios, me chamou a atenção. Quem assistiu deve lembrar bem!

É o caso de Locke, um senhor que usa cadeira de rodas, e por conta disso é impedido de participar de um passeio de aventura pelo qual havia pagado e se preparado há muito tempo.

Quando está caído na praia, em meio aos destroços do avião, acorda e percebe seus dedos dos pés se mexendo. 2 segundos depois está se levantando, encantado com essa possibilidade, e em pouco tempo, correndo com as outras pessoas.

Fiquei pensando, então, em quantas vezes não duvidamos das capacidades e possibilidades das pessoas. Quantas vezes, nós, como pessoas e como sociedade, não estamos engessando as pessoas ao nosso redor??? Quantas vezes não dizemos, “não, você não pode”, quando a pessoa diz, “sim, eu posso!”??

Será que é necessário sofrer o efeito da “magia” de um lugar desconhecido para podermos ser quem acreditamos que somos?? E que “magia” é essa???

Acredito que essa magia pode ser muita coisa, entre elas, a falta de “gesso social”. Sim, porque quando não há impedimento social há liberdade para agir, liberdade para ser e existir.

Assisti Lost pela primeira vez ontem, e ainda não conheço bem as dinâmicas da série, como os fãs que a acompanham e a vivem. Posso estar incorreta no que diz respeito à série (pois quem já assistiu a todos os episódios pode conhecer algo sobre a vida de Locke que contradiga minha colocação), mas acredito não estar incorreta quanto a nossa sociedade!