Que a forma como os funcionários se sentem em relação à organização em que trabalham é um fator importante para o sucesso organizacional, todo mundo sabe. Infelizmente, difícil é vizualizar a prática deste princípio tão básico.
Muitos patrões pensam que é possível trocar produtividade por dinheiro. Eles prometem gratificações financeiras em troca de metas alcançadas. Parecem não perceber que a velha frase “dinheiro não trás felicidade” se aplica nestes casos também. E como se aplica!!
Hoje presenciei uma cena que me deu agonia. Uma funcionária que normalmente já vive sufocada com o excesso de trabalho demandado a ela, desesperada com a possibilidade de duplicação desse excesso. Dá para imaginar o que é duplicar algo que já é excessivo? E para a cena ficar mais desesperadora, sua supervisora fazendo exigências após exigências. Até agora consigo ouvir a funcionária dizendo “eu não agüento mais isso aqui. Eu quero sair dessa empresa”.
Comecei a me perguntar a respeito do que mantinha essa pessoa em um lugar que para ela é tão ruim. Bem… o salário é muito bom, e a gratificação bastante alta. Possivelmente, seria muito difícil para ela dar conta de seus compromissos financeiros caso fosse trabalhar em outro lugar.
Mas … pensemos um pouco … O dinheiro nos serve para que? Pagar contas (independente de que tipo sejam). As pessoas precisam do dinheiro para se livrar de alguns problemas (contas), mas para adquirí-lo são obrigadas a carregar centenas de outros problemas. Estão trocando seis por meia dúzia, ou pior. Raramente recebem reconhecimento de seu trabalho, a não ser o valor depositado na conta corrente ao final dos mês.
Muitas organizações continuam nessa lógica, que produz funcionários insatisfeitos, infelizes com o que fazem, e que vão ali todos os dias suportar momentos exaustivos para ter como arcar com seus compromissos financeiros e de sua família. Felizmente algumas organizações têm atentado para o fato de que se elas almejam produção, devem começar por produzir funcionários mais satisfeitos. E há diversas formas muito mais baratas para se fazer isso do que dando gratificações financeiras. As pessoas não precisam só de dinheiro, elas também precisam ser felizes.
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
Marquinh05
September 12th, 2008 at 1:10 am
karyne
September 14th, 2008 at 1:26 pm
Você foi cruel, mas bastante realista!
Inflizmente muito patrão não sabe administrar um ambiente de trabalho saudável. Infelizmente, há empregados que além de insatisfeitos são inseguros, e não conseguem dar um basta e partir para outra.