Bem… quando se fala em gravidez na adolescência, a maioria das pessoas pensam que obviamente é algo ruim, prejudicial, etc e tal…

Segundo os números divulgados pelo IBGE, 7,3% das jovens brasileiras com idades entre 15 e 17 anos têm pelo menos um filho. Na região metropolitana do Rio esse número é de aproximadamente 4,6%. Na região metropolitana de Fortaleza o índice chega a 9,3%.

De acordo com a OMS, a adolescência vai de 10 a 20 anos. Já pelo nosso Estatuto da Criança e do Adolescente, a faixa etária é de 12 a 18 anos.

Em relação às condições dos partos, as complicações parecem acometer principalmente meninas com menos de 15 anos. A taxa de mortalidade por complicações na gravidez é 2 vezes maior que entre gestantes adultas. (mais informações: http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/adolesc3b.html)

Estas informações mostram muito bem a face negativa da gravidez na adolescência. Mas, será que há uma outra face???

Há algum tempo, li um artigo acadêmico que falava de como a gravidez re-significou a vida de diversas adolescentes de classe baixa. Não me recordo agora de onde elas eram, nem o nome do artigo, mas irei procurá-lo para que vocês possam ler também. Lembro-me apenas de que ao terminar de lê-lo, minha visão sobre esse assunto mudou bastante.

Estava hoje lembrando disso, e então resolvi propor a vocês uma discussão das implicações da gravidez na adolescência, dos aspectos positivos e negativos que podemos ressaltar, das novas possibilidades que podemos enxergar a partir dessa discussão.

Espero que seja mais uma semana de opiniões produtivas como a semana anterior!!