A guerra dos sexos, pelo que me parece, sempre existirá. Portanto, este post não possui, em momento algum, a intenção de levantar a bandeirinha branca e acabar com o conflito. Na verdade, há grandes chances de ele agir como disparador de novos conflitos.

Entre as diversas batalhas presentes na guerra dos sexos, uma das mais comuns é a batalha do tempo. Na verdade, ela anda, por vezes, disfarçada ou acompanhando outras batalhas como a da atenção. Acontece que, assumidamente ou não, ela constantemente está presente na relação!

Nesta batalha destaca-se o uso de 2 estratégias bélicas – a masculina e a feminina. As mulheres se enchem de razão, emoção, descontentamento, e uma porção de outras coisas da ordem do sentir, e disparam granadas de reclamações e cobranças, uma atrás da outra, sem dó nem pena! Os homens, durante essa batalha, optam pela defensiva. Na realidade, pelo que me parece, a defensiva é a estratégia mais adotada por eles durante toda a guerra. Então, eles se defendem com justificativas, desculpas (esfarrapadas ou não), argumentos, e uma porção de outros armamentos da ordem do “bla bla bla” (e dizem que nós é que falamos de mais!).

Desde que o mundo é mundo estes conflitos existem. Posso imaginar Eva falando que saiu pelo Jardim do Éden, sozinha, porque Adão não teve tempo de acompanhá-la em um passeio, e devido à fragilidade e carência em que se encontrava, acabou comendo do fruto proibido.

Acontece que, se nos primórdios de nossa existência, quando eles ainda nos arrastavam pelo chão, puxadas pelos cabelos, esse conflito já estava declarado, hoje então, século XXI, estamos quase alcançando o caos!

Hoje, as mulheres estão muito mais independentes financeiramente, mas, talvez, nem tanto emocionalmente. Hoje elas saem para trabalhar, se destacam na sociedade, dão ordens a subordinados do sexo masculino, dão conta de compromissos, agendas lotadas, responsabilidades administrativas… e ainda fazem de tudo para dar conta da casa, do marido, dos filhos, do cabelo, das unhas, do corpo… e ao final do dia, só querem um pouquinho de carinho, atenção, ou simplesmente tempo para ficar quieta juntinha dele.

E eles??? Bem… me parece que os homens ainda não engoliram essa “super mulher”, que se tornou tão super ao ponto de não depender mais dos recursos financeiros deles. Parece-me que eles ainda se vêem como os provedores oficiais, e se afundam nessa missão que hoje não condiz mais com a realidade. Afogam-se no serviço, chegam mortos de cansados em casa, não querem saber de nada que não seja a janta, o telejornal e a cama.

Daí pra frente, todos conhecemos muito bem! Elas dizem que eles não dão atenção, não têm tempo para elas. Eles dizem que estão cansados, que precisam de um tempo para descansar. Aí elas descrevem todas a centenas de atividades que deram conta durante o dia. E eles ainda têm coragem de dizer que estão tão cansados assim em função da família.

Homens… hoje, mais do que nunca, precisamos do tempo de vocês!!

PS: e NÃO leiam “tempo = dinheiro”