Hoje, estava voltando da universidade, quando ouvi uma conversa no banco de trás do ônibus. A moça estava contando a um amigo um caso engraçado que havia acontecido com ela.
Ela estava chegando em casa, e viu o cachorro da vizinha na rua, sozinho. Ela achou estranho, porque ele só saía na rua com algum dos donos, e desta vez estava sozinho, parado na frente da casa da dona. Como uma boa vizinha, a moça bateu na porta da casa da dona do cachorro, para avisá-la que seu animal de estimação estava na rua. Quando a senhora atendeu, exclamou: “não acredito! Eu abri a porta pensando que ele iria sair e sumir!”.
Na verdade, a vizinha dela queria se livrar do cachorro.
Primeiro, me controlei para não rir… até porque a moça não estava conversando comigo. Depois, comecei a pensar em como essa pequena história reflete algumas das “fantásticas” formas que temos de resolver nossos problemas.
Abrir a porta para que ele se vá - quantas vezes, não usamos essa estratégia?? Nos encontramos de frente para um problema, e simplesmente abrimos as portas esperando que ele se vá, sozinho. Acontece que muitas vezes ele realmente para na calçada de casa, e sem que você espere, você dá de cara com ele.
Esperar que o problema por si só se finalize - essa é uma outra forma de não resolvermos nossos problemas. Se ficamos passivos, aguardando que o próprio problema resolva sumir de nossas vidas, podemos sentar e nos acostumar com a idéia de sempre o termos ao nosso lado.
Agir de forma patética e ineficaz - essa estratégia pode parecer estranha, mas para mim é a mais comum. Volta e meia tentamos nos livrar de problemas de forma patética e ineficaz, e nem percebemos que agimos tão “tontamente” porque simplesmente não queremos nos desfazer dele. Na verdade, estamos tão apegados a alguns problemas, que escolhemos formas de agir que garantiram a permanência dele bem pertinho de nós.
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
LucianaWeb
August 22nd, 2008 at 3:20 pm
Só que todo mundo da rua (todo mundo tem cachorro e gosta deles), começou a chamar elas fingiram que não estavam ouvindo. Quando a gente descobriu, o problema dela ficou maior que antes, ela pegou o cachorro de volta e mandou o marido levar para outro lugar.
karyne
August 24th, 2008 at 1:34 am
E posso acreditsar que ela pensou estar resolvendo algo!
Obrigada pela sua visita, Luciana!
Links interessantes (26/08/2008 a 29/08/2008) » LumaKimura.net [ Blog ]
August 29th, 2008 at 8:02 pm