Hoje, estava voltando da universidade, quando ouvi uma conversa no banco de trás do ônibus. A moça estava contando a um amigo um caso engraçado que havia acontecido com ela.

Ela estava chegando em casa, e viu o cachorro da vizinha na rua, sozinho. Ela achou estranho, porque ele só saía na rua com algum dos donos, e desta vez estava sozinho, parado na frente da casa da dona. Como uma boa vizinha, a moça bateu na porta da casa da dona do cachorro, para avisá-la que seu animal de estimação estava na rua. Quando a senhora atendeu, exclamou: “não acredito! Eu abri a porta pensando que ele iria sair e sumir!”.

Na verdade, a vizinha dela queria se livrar do cachorro.

Primeiro, me controlei para não rir… até porque a moça não estava conversando comigo. Depois, comecei a pensar em como essa pequena história reflete algumas das “fantásticas” formas que temos de resolver nossos problemas.

Abrir a porta para que ele se vá - quantas vezes, não usamos essa estratégia?? Nos encontramos de frente para um problema, e simplesmente abrimos as portas esperando que ele se vá, sozinho. Acontece que muitas vezes ele realmente para na calçada de casa, e sem que você espere, você dá de cara com ele.

Esperar que o problema por si só se finalize - essa é uma outra forma de não resolvermos nossos problemas. Se ficamos passivos, aguardando que o próprio problema resolva sumir de nossas vidas, podemos sentar e nos acostumar com a idéia de sempre o termos ao nosso lado.

Agir de forma patética e ineficaz - essa estratégia pode parecer estranha, mas para mim é a mais comum. Volta e meia tentamos nos livrar de problemas de forma patética e ineficaz, e nem percebemos que agimos tão “tontamente” porque simplesmente não queremos nos desfazer dele. Na verdade, estamos tão apegados a alguns problemas, que escolhemos formas de agir que garantiram a permanência dele bem pertinho de nós.