11 de setembro

Fere-se o orgulho da águia
Com as máquinas que a simulam
Lágrimas de inocentes são derramadas
A troco de que?

O mundo inteiro assiste
E estremece
E não consegue imaginar a dor
E mensurar o horror de quem está lá

Não que tenhamos pena do país
Não que nos compadeçamos de sua economia
A qual oprime
A qual domina
Mas de comuns civis

Dos que inocentes iniciaram o dia
E o terminaram antes do sol se pôr
Dos que se despediram em casa pela manhã
Para jamais ao lar voltar
Dos que esperavam os que do céu viriam
E que padeceram com o terror que viram
E dos que almejavam chegar ao seu destino
E o tiveram interrompido no ar

Uma palavra?
Compaixão
Aos que hoje sentem a dor
Da memória empoeirada
Do “11 de setembro”.