Volta e meia nós usamos este espaço para falar de comportamento humano. É bom ressaltar, se é que alguma vez não o já fiz, que nós, seres humanos, agimos influenciados pelo nosso aprendizado e pelo aprendizado de nossos ancestrais, ou seja, agimos de acordo com um emaranhado de padrões culturais.
Possuimos uma capacidade cognitiva fora do comum. Já parou para pensar nisso? À medida em que vamos crescendo esta capacidade vai se aperfeiçoando de tal forma, que a criança antes egocêntrica para a qual o mundo era apenas ela e tudo que fugia a sua vista deixava de existir, agora consegue imaginar o que o outro está imaginando que ela mesma está imaginando, a partir de algumas trocas de olhares. Isso não é incrível!?!?!
Fantástico também é pensar que à medida em que esta habilidade é desenvolvida, nossos comportamentos deixam de ser puramente reflexos e passam a conter uma pitada significativa de interpretação do comportamento do outro. Gosto de um exemplo que Gleitman, Fridlung e Reisberg (1999)* dão sobre isso. Eles falam sobre uma pessoa estar sentada sozinha numa carroagem. Aparece um estranho, e com tanto lugar vazio ele senta exatamente ao lado desta pessoa. Ele está querendo falar comigo? É apenas um intruso indesejável? É um convite sexual? Possivelmente algumas destas questões, entre outras, passariam pela cabeça da pessoa que antes se encontrava sozinha ali. Questões estas, que não passariam caso alguém sentasse ao lado dela em uma carroagem lotada. Possivelmente, as ações que ela terá estarão ligadas a interpretação que fez da situação em que se encontra e das intenções do outro.
Que bom que temos essa habilidade! Como seria (mais) difícil dar o primeiro beijo, pedir alguém em namoro, convidar para sair… se nós não pudessemos interpretar comportamentos e expressões de quem está ao nosso redor.
Que impressões você tem transmitido às pessoas? Elas possivelmente estão reagindo a estas impressões!
Dica de leitura:
*Gleitman, H.;Fridlung, A.J. & Reisberg, D. COGNIÇÃO SOCIAL E EMOÇÃO. In H. Gleitman, A.J. Fridlung & D. Reisberg (Eds), Psicologia. New York: W.W.Norton & Company. 1999
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
Karyne via Rec6
março 27th, 2008 at 10:31 am
Possuimos uma capacidade cognitiva fora do comum. Já parou para pensar nisso? À medida em que vamos crescendo …
Bruna
abril 1st, 2008 at 5:15 pm
karyne
abril 2nd, 2008 at 1:53 am
É Bruna, e depois dizem que as mulheres que são difíceis de se entender!! srrsrs
bjoks
Obrigada pela visita
Edmar Eleutério
janeiro 4th, 2010 at 1:45 pm
Forte abraço.