Ontem, participei da reunião de pais do Centro de Educação Infantil (CEI) em que estagio. Antes de iniciar a reunião, eu estava conversando informalmente com alguns pais. Um deles contava como o filho dele estava ‘terrível’, e dizia que o menino (de 4 anos) vai dar muito problema na escola e que não sabe mais o que fazer. Neste contexto, um outro pai (de uma criança de 7 meses) começou a falar de como ele era ‘terrível’ quando criança, de como ‘enlouquecia’ a mãe dele. Contou histórias que, se não fossem as dezenas de cicatrizes, nós não acreditaríamos.
Esse papo todo me fez lembrar das inúmeras vezes em que vi as professoras deste CEI falarem: “menino, não sobe aí”; “fulano, não balance de barriga para baixo”; “cicrano, não é por aí que sobe no escorregador”; “vai encher a cabeça de areia”; “não pule daí”; etc…
Gente, sejamos sinceros. Quem nunca teve infância que atire a primeira boneca pedra! Mesmo essas pessoas que dizem não ter tido infância só porque trabalharam desde pequenos, tiveram também. Infância é um período de nossa vida, e cada um em cada época vive de uma forma e numa determinada quantidade de tempo. Eu por exemplo, vivo ela até hoje! srsr
Quantas vezes, por esquecermos que já fomos crianças, agimos de forma hipocrita repreendendo os pequeninos de sentirem as muitas emoções que vivemos quando crianças. Cuidado excessivo? Superproteção? O mundo hoje está mais perigoso? Talvez. Talvez estas sejam justificativas ou, talvez, apenas desculpas.
Mas não há perigo, nem barulho, nem bagunça de garoto algum, que justifique a forma como muitos adultos lidam com a infância ultimamente. Se pensássemos mais em como era bom balançar de barriga para baixo, nos estressariamos menos com as crianças, e até nos divertiriamos mais com elas.
As crianças têm o dom de alegrar nossas vidas!! Vamos tirar proveito disso e sermos mais felizes. De stress a vida dos adultos já está cheia!!
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
Karyne via Rec6
January 18th, 2008 at 8:15 am
Vai dizer que você também não teve?? E ainda acha ruim quando seu filho amarra uma toalha no pescoço, sobe na mesa e diz que vai voar?? rsrs…
Paulo R Diesel
January 18th, 2008 at 8:19 pm
Na época 4/5 anos, era tempo do He Man. Subiu na mesa (aquelas pequenas de abri e fechar) e de espada em punho “Eu tenho a força, sou invencível, e pisou no canto da mesa que virou e até hoje procura-se alguns cacos.rsrs.
A melhor fase é a infância.
Abraço.
karyne
January 19th, 2008 at 9:19 pm
A infância é a melhor fase mesmo.. e melhor ainda é saber prolongá-la!
Obrigada pela visita!
bjs