Marquinh05 costuma me dizer que a realidade é relativa. Principlamente quando discutimos a relação! Nestes casos ele diz muuuito que a realidade é relativa.

De fato, esta fala não é só uma desculpa esfarrapada para fugir da discussão (apesar de que quando estou brava é sim!). Contudo, ainda assim, geralmente, acreditamos em uma realidade socialmente partilhada.

Gleitman, Fridlung e Reisberg (1999)* apontam 3 motivos para crermos que algo é real:

1. Informações vindas dos nossos sentidos: Geralmente acreditamos que o que vemos, ouvimos, tocamos, sentimos… ou seja, aquilo que chega até nós por meio de nossos sentidos é real. Penso que quando chegamos a duvidar do que nossos sentidos nos dizem – Isto é realidade ou ilusão? -, estamos duvidando de nossa própria lucidez.

2. Consistência através do tempo: aquilo que permanece no tempo, é para nós real. Se você vê uma árvore, vira o rosto e ao olhar de volta para o local a vê novamente, é porque ela de fato existe. Caso contrário, nos sentimos muito perturbados, e talvez deixamos de acreditar no que vimos inicialmente.

3. Acordo entre diferentes pessoas: como já dissemos em uma outra ocasião, quando um grupo de pessoas concordam sobre algo, este algo passa a ser real, ainda que na realidade não o seja (se é que há esta realidade).

Contudo, acredito que ainda assim nossa realidade é relativa. Cada um recebe as informações de forma peculiar através de seus sentidos. A consistência através do tempo vai depender dessas informações que nos chegam. E o acordo entre diferentes pessoas nos influenciará de acordo com a relevância que estas pessoas tiverem para nós.

Assim fica mais fácil entender porque na hora de discutir a relação há 2 realidades distintas sobre o mesmo fato. Cada um tenta fazer o outro enxergar o contexto da forma que lhe convém.

Dica de leitura:
*Gleitman, H.;Fridlung, A.J. & Reisberg, D. COGNIÇÃO SOCIAL E EMOÇÃO. In H. Gleitman, A.J. Fridlung & D. Reisberg (Eds), Psicologia. New York: W.W.Norton & Company. 1999