Quem aqui conhece alguém que tem amigos que são puramente virtuais? Quem conhece alguém que já namorou alguém que conheceu na internet?? E alguém que teve um namorado puramente, inteiramente e completamente virtual (ou seja, namorou sem conhecer pessoalmente)??? Ok. Podem abaixar as mãos!
Apesar de toda a desconfiança e temor existente (ainda) em relação aos relacionamentos virtuais, a incidência destes vêm crescendo a cada dia, e aposto que a tendência é só aumentar! As cautelas e cuidados são compreensíveis, afinal de contas, a mídia nos faz o favor de divulgar notícias horríveis sobre relacionamentos virtuais (acho que eles esquecem que o relacionamento deles conosco é quase que 100% virtual) com freqüência. Entretanto, cautelas a parte, as pessoas têm demonstrado coragem e vontade de se relacionar, e com isso fazem contato com pessoas do mundo inteiro, que talvez nunca verão pessoalmente, mas ainda assim, criam laços estreitos de afeto. Mas… de onde vem tanta ‘necessidade’ de relacionamentos virtuais??
Meu objetivo não é responder a esta pergunta, e muito menos afirmar que há realmente uma ‘necessidade’, mas, simplesmente, convidar você a parar e pensar um pouquinho sobre isso. Pensou?? Então vamos continuar!!
Eu sou suspeita em falar sobre relacionamentos virtuais. Minha experiência com esse tipo de relacionamento é extremamente satisfatória. Graças à tecnologia, internet, e mais especificamente, o Orkut, conheci pessoas que me renderam grandes e preciosas amizades, e de prêmio… um futuro esposo!!
A partir de minha vivência, gosto de pensar em um relacionamento virtualmente pessoal. Explico:
Independente de ser relacionamento puramente de amigos, ou algo do tipo Antônio e Bia, percebo uma grande pessoalidade nestes tipos de relacionamentos. Sim. Pessoal ainda que não pessoalmente!!
Gosto de pensar (e apostar) no relacionamento virtual, como uma grande vantagem que o homem adquiriu no que diz respeito a viver em comunidade e carecer de relacionar-se. É uma vantagem no sentido de que nos prepara para o encontro ao vivo e a cores. Este preparo se dá pelo fato de que via internet, podemos nos livrar de preconceitos, estigmas ou várias outras coisas que nos impedem de conhecer pessoas interessantes. Na internet, costumamos colocar nossas melhores fotos, nas melhores poses, então o fator físico nem sempre é fiel ao real. Entretanto as idéias, os traços de personalidade… estes têm duas opções: ou a pessoa finge ser o que não é e depois quando conhece o outro pessoalmente a máscara cai (porque um dia ela cai!!), ou ela é sincera o suficiente (e muitas vezes, sincera de mais) para que independente de aparência, haja uma relação gostosa.
Bem… não sejamos hipócritas. Todos sabemos que a aparência é um dos fatores que ou nos chama a atenção para conhecer alguém, ou para nos afastar. Desta forma, muitas vezes conhecemos pessoas lindas que desejaríamos nunca ter ouvido uma de suas palavras, e deixamos de conhecer pessoas não tão lindas assim, mas que enriqueceriam muito nossas vidas!
Enfim, por mais que as fotos sejam bonitas, não há pele, contato e física o suficiente, e o que percebo é que as idéias, os pensamentos e a forma de se relacionar com o outro é o que conta bastante em uma relação virtual. Daí ela ser tão pessoal, ao ponto de ser mais do que poderia pessoalmente. Na internet as pessoas têm mais facilidade de se despirem da timidez, de alguns zelos e se abrem mais, compartilham mais… e possivelmente usam menos máscaras, são mais elas mesmas! Quando se conhece alguém de forma tão sincera assim, penso que o cara a cara torna-se muito mais rico.
A maioria de nós não escolheu nossa família, colegas e vizinhos. O encontro com estes foi como um baile de máscaras. Quem dera tivéssemos sido contatos de msn antes deste encontro!
Não sei se fui clara, mas, no mínimo, sincera!
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
Karyne via Rec6
dezembro 26th, 2007 at 8:40 am
Relacionamento virtual – apesar dos temores e sensasionalismos da mídia, uma vantagem para o ser humano do final do século passado e séculos vindouros! Quer melhor lugar para se conhecer verdadeiramente alguém???…
jessica
agosto 27th, 2009 at 1:13 am
vc é muitooooooooo sinceraaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!bjuxxxxxxxxx