De vez enquanto um ator ou atriz diz na TV que quando estava interpretando o personagem tal, o público ficava furioso e que quando alguém os encontrava na rua, brigava com eles como se eles fossem o personagem.
Normal!!! As pessoas (e isso inclui eu e você) têm o costume de pegar ato e ator (comportamento e pessoa), jogar no liquidificador e fazer uma coisa só. Acontece que pessoas são diferentes de seus comportamentos. E muitas vezes por não enxergarmos essa diferença, fazemos mal a nós mesmos e aos que nos cercam.
Quando alguém chega atrasado ele é chamado de impontual, irresponsável… quando um menino tira nota baixa é chamado de incompetente, burro… quando alguém passa por nós sem nos cumprimentar ele deixa de ser Fulano para ser o metido, o “que se acha”… e por aí vão as formas como enxergamos as pessoas – a partir de seus comportamentos ou desempenhos.
Tudo bem. Os comportamentos parecem ser o que temos mais facilmente condições de observar, pois as intenções e os sentimentos alheios são obscuros a nós.
Entretanto, infelizmente, comportamentos ruins são privilegiados em detrimento dos bons. Se você age na proporção de 1 erro a cada 10 acertos provavelmente as pessoas lembraram mais de seus erros. E muitas vezes até a própria pessoa esquece que é gente e pensa que é o próprio erro que cometeu.
Sentir-se ator no lugar de ato, é uma boa estratégia para afastar a baixa auto-estima. Como somos humanos e falhos, se formos basear nossa auto-avaliação simplesmente em nossos comportamentos vamos perder um bocado de tempo nos decepcionando com nós mesmos.
Hoje quando fizer algo, legal ou não, pense que você fez algo, e não que você é este algo. Se tiver sido bom, parabéns, você teve sucesso. Se tiver sido ruim, o que importa?
Se fossemos perfeitos não estariamos aqui!!!
Karyne nasceu e mora no ES. É brasileira antes, durante e depois da Copa, e apaixonada também pela cidade de Santiago – Chile.
Formou-se no Curso Fundamental de Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário / Conservatório de Música de Vila Velha e, atualmente, cursa Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo.
É Adventista do Sétimo Dia. Regeu o Coral Jovem de sua Igreja por dois anos, e hoje atua como pianista e diretora associada do Dep. de Música.
É apaixonada pelo namorado. Gosta de ficar com a família, namorar, cantar, dormir, escrever, comer, ler, passear, assistir filmes, ouvir música, rir, fazer amigos na internet… e viver.
Livros preferidos: Bíblia, O abraço de Deus, FREAKONOMICS e Lucíola.
Uma frase: “Descubra em que você é bom, e seja de propósito”
marquinh05
outubro 19th, 2007 at 11:15 am
e sabe o que mais me chama a atenção? eu particularmente já fui outras pessoas totalmente diferentes do marquinh05 que sou hoje [aos de mente férteis, menos, muito mesno!!!], então meus atos em um tempo configuram um marquinh05 e no ano seguinte eu posso ser outro totalmente diferente!!! então o que somos essencialmente? será que existe um eu que é, e sempre será eu?
enfim
velhos tempos de devaneios
te amo bixiga!!!
Karyne M. Lira » Meus melhores posts em 90 dias
novembro 21st, 2007 at 9:05 pm