De vez enquanto um ator ou atriz diz na TV que quando estava interpretando o personagem tal, o público ficava furioso e que quando alguém os encontrava na rua, brigava com eles como se eles fossem o personagem.

Normal!!! As pessoas (e isso inclui eu e você) têm o costume de pegar ato e ator (comportamento e pessoa), jogar no liquidificador e fazer uma coisa só. Acontece que pessoas são diferentes de seus comportamentos. E muitas vezes por não enxergarmos essa diferença, fazemos mal a nós mesmos e aos que nos cercam.

Quando alguém chega atrasado ele é chamado de impontual, irresponsável… quando um menino tira nota baixa é chamado de incompetente, burro… quando alguém passa por nós sem nos cumprimentar ele deixa de ser Fulano para ser o metido, o “que se acha”… e por aí vão as formas como enxergamos as pessoas – a partir de seus comportamentos ou desempenhos.

Tudo bem. Os comportamentos parecem ser o que temos mais facilmente condições de observar, pois as intenções e os sentimentos alheios são obscuros a nós.

Entretanto, infelizmente, comportamentos ruins são privilegiados em detrimento dos bons. Se você age na proporção de 1 erro a cada 10 acertos provavelmente as pessoas lembraram mais de seus erros. E muitas vezes até a própria pessoa esquece que é gente e pensa que é o próprio erro que cometeu.

Sentir-se ator no lugar de ato, é uma boa estratégia para afastar a baixa auto-estima. Como somos humanos e falhos, se formos basear nossa auto-avaliação simplesmente em nossos comportamentos vamos perder um bocado de tempo nos decepcionando com nós mesmos.

Hoje quando fizer algo, legal ou não, pense que você fez algo, e não que você é este algo. Se tiver sido bom, parabéns, você teve sucesso. Se tiver sido ruim, o que importa?

Se fossemos perfeitos não estariamos aqui!!!